Bertrand Chaverot, que trabalha na companhia desde 1994, está à frente
de uma empreitada e tanto: inaugurar e administrar um estúdio de
produção da companhia em território nacional. "A indústria está
crescendo e o Brasil tem que ‘pegar o trem’. Já que não há distribuição
de jogos, começar com produção é outra maneira de não perder mais
tempo", explica Chaverot.
Ele está certo: a indústria do
entretenimento eletrônico movimenta US$ 30 bilhões e cresce, em média,
15% por ano. O executivo aposta na criatividade do brasileiro, que ao
mesmo tempo possui uma cultura ocidental, enquanto diferencial na hora
de desenvolver os jogos. "Vamos contratar pessoas apaixonadas por
videogames, com mente aberta, que gostem de arte, arquitetura e música,
que tenham mentes globalizadas. Quem entrar na Ubisoft terá uma
carreira internacional", anima-se.
O estúdio da Ubisoft São
Paulo começa a funcionar neste mês de julho e vai dedicar-se, em um
primeiro momento, ao desenvolvimento de jogos para Nintendo DS voltados
a meninos e meninas entre 8 e 14 anos (o chamado público "tween",
mistura dos termos "teen" e "between").
A princípio serão 20
funcionários, entre brasileiros e estrangeiros, número que, estima-se,
deve chegar a 40 em doze meses e 200 pessoas em três ou quatro anos.
Até lá a idéia é que a Ubisoft Brasil, além de produzir conteúdo para
games de outros escritórios da companhia, seja capaz de desenvolver
jogos para Wii, PlayStation 3 e Xbox 360.
