O rei perguntou se a solução estava na grossura das paredes e dos muros da cidade, no treinamento da polícia, nos alarmes e equipamentos de segurança. O emissário disse que a cidade visitada não tinha nada disso: era aberta, sem muros e sem armas, e a polícia trabalhava para organizar a movimentação das pessoas, orientá-las e socorrê-las em alguma emergência. O equipamento de segurança da cidade era um só: pessoas felizes e solidárias, que cuidavam bem umas das outras e não davam espaço para o mal. Será que uma cidade dessas existe em algum lugar do planeta? É apenas uma história para criança, ou um retrato do projeto de Deus para todos nós?
Se buscamos a alegria, a segurança e o bem- estar de forma individualista, acabamos sendo perigosamente iludidos. Se permitimos que se desenvolva uma sociedade injusta e violenta, não vamos conseguir viver num mundo de paz. Os confortáveis condomínios fechados das grandes cidades não são expressão da felicidade de seus moradores; pelo contrário, são o testemunho do medo e da busca inútil de escapar da violência reinante. Apesar de tudo ainda é possível reverter essa situação. Para isso, é preciso realizar grandes transformações, a começar por cada um de nós. “Bem aventurados os que promovem a paz, por que serão chamados filhos de Deus” ( Mt 5,9) Autor desconhecido
