Podemos observar aqui três razões que levaram os apóstolos a instituírem o diaconato:
1) O crescimento da igreja: Do pentecostes à instituição do diaconato, a Igreja primitiva cresceu de maneira vertiginosa, de aproximadamente três mil pessoas passou logo a cinco mil (Cf. Atos 2,41; 4,4).
2) O descontentamento social: O maior problema naquele momento era o desconcerto social gerado pelo clamor das viúvas helenistas que estavam sendo esquecidas ou menos favorecidas em relação às viúvas hebréias na distribuição diária de alimentos. Essa situação exigia imediata solução, uma alternativa urgente e satisfatória a fim de não causar divisões entre a Igreja por causa da injustiça social (Cf. Dt 15,7-11 e Ez 22,29).
3) O comprometimento do ministério apostólico: Se os próprios apóstolos continuassem a suprir pessoalmente as necessidades dos órfãos e viúvas, haveriam de comprometer as principais funções de seu ministério e por isso deliberaram: “Não é razoável que nós deixemos a Palavra de Deus e sirvamos às mesas” e, como uma solução para esse problema disseram.: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra”.
Se no judaísmo o serviço aos pobres era exercido através de esmolas, hoje a Igreja e os Diáconos demonstram que isso é insuficiente. É necessário proporcionar aos necessitados uma oportunidade de conhecerem a Verdade (Cristo) e se libertarem do julgo que os prende na miséria, é possível ir além das esmolas oferecendo carinho e atenção aos nossos semelhantes incentivando-os a viver em comunhão.
Existem dois tipos de diáconos. O diácono transitório é aquele que recebe o sacramento da ordem no grau do diaconato para depois receber o segundo grau e tornar-se presbítero, ou padre conforme costumamos dizer. O diácono permanente sendo casado não pode ascender ao grau superior (sacerdócio), ficando permanentemente como diácono.
O diácono é ministro ordinário dos Sacramentos: do Batismo e Matrimônio. É também ministro ordinário da comunhão Eucarística. Pode ainda ministrar todos os sacramentais; dar as bênçãos próprias de ministro ordenado (objetos de devoção, casas, automóveis, etc.), inclusive a bênção com o Santíssimo Sacramento.
Portanto o diácono não é um mero oficial da igreja, é também um ministro e tem responsabilidades e deveres que devem ser obedecidos pelo povo, veja que Paulo descreve as qualidades requeridas a um aspirante a diácono juntamente com as qualidades requeridas para os bispos e pastores (Cf. 1 Tm 3,8).
Foi o Senhor Jesus um perfeito diácono em tudo. Mesmo na posição de Senhor servia a todos, na posição de Rei se dizia servo dos servos de Deus. Deveria estar à mesa recebendo honrarias, mas estava a lavar os pés dos discípulos. (Dicionário Bíblico – 2ª Edição).
Sem. Francisco
“Dá glória a Deus de bom coração…Consagra os dízimos com alegria” (Eclo 35,10-11).
Past. Dízimo
