S. Paulo Apóstolo, escrevendo a comunidade de Corinto, ensina o hino da caridade, orientando-nos a buscar esse dom que é superior aos outros. “A caridade é paciente, amável, compreensiva. Ela gera a paz para vencer a violência; A caridade transforma vidas e nunca se acaba, é imortal”(1 Cor. 13, 1-12).
A Caridade não é somente dar uma moeda a quem pede; não é somente ofertar um prato de comida a quem tem fome, muito menos, tirar do nosso guarda-roupa um objeto que não usamos mais e dar a quem nada têm. Caridade é amor; é ter compaixão da pessoa que vive perto de nós, na comunidade ou mais distante, na nossa família, no nosso ambiente de trabalho, ou seja, estar sempre atento as necessidades do outro. Não basta dar o peixe com boas intenções, é necessário ensinar a pescar.
A caridade exige muito de nós, porém, não é impossível vivenciá-la. Basta olharmos para os exemplos dos nossos santos, homens e mulheres de fé que souberam fazer de suas vidas uma prática da caridade.
Encerrando este artigo, sito uma entre milhares de santos e santas que fizeram uso deste belíssimo dom, “o dom da caridade”, Madre Tereza de Calcutá, que um dia nos presenteou com esta bonita mensagem: “No mundo existe mais fome de amor e de apreciação do que de pão. Não ser desejado, não ser amado, não ser cuidado, ser esquecido por todos, isso acredito ser fome muito maior, uma pobreza muito maior do que a de uma pessoa que não tenha nada para comer”.
Pe. Toninho
“No entardecer da vida seremos julgados sobre o amor”. S. João da Cruz
